quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Os outros são os outros. E só.

Four years ago, I couldn't think of anyone else. My life was a mess, the two of us together were a mess... but just the thought of living without you didn't seem like something I could ever get over. You were all I had, all I wanted, all I could dream of. There couldn't be anyone else.

But then it was over. Just like that. Then, to each other, we became just someone else.

The thing is, to me, you've never been just someone else. You were the one. You have been the one.

Two years ago, there was someone else. I was finally falling for someone else. 
That's when I started thinking of you again. I was told that it meant I was getting over you. What a huge mistake... I'm never getting over you, not really. At that moment, I made up my mind: that was it, I would be alone and fine with it. I had to let go of someone else.

And now, after all this time, I get a chance. It's right in front of me. I get a real shot of having fun, something light; it could even be nothing, but it could be something. It could be someone else. 
But guess what? I can't stop thinking of you, again - or still. 

I swear I'm doing well, I've been managing to live without you, I've grown, I've changed. You'll always be part of my life, my thoughts, my heart... truth be told, you're part of who I am.
You are the one.

There's no one else.


segunda-feira, 25 de julho de 2016

Uma pessoa

*toca o telefone*
- Alô?
- Oi.
*desliga o telefone na cara*

*chega mensagem*
- Por que você desligou?
- Por que eu preciso falar com você.
- E desligou o telefone?
- Se eu falasse com você hoje, começaria a chorar.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Pedido

E eu, que sempre fui de rezar para agradecer, hoje rezo pedindo. 

Rezo pedindo proteção e saúde para mim, pois assim posso cuidar de quem eu amo.
Rezo pedindo pelos meus amigos e também pelos "não tão" amigos, para que trilhem seus caminhos e sejam felizes.
Rezo pedindo pela humanidade, para que sejamos menos medíocres e mais tolerantes.
Rezo pedindo pelo Brasil e pelos brasileiros, por uma população unida e sem ódio.
Rezo pedindo pela minha família (a grande), pois nada de mim estaria aqui se não fosse pela existência dessas pessoas.
Rezo pedindo pela minha família (a de perto): para a minha mãe ser feliz, para a minha irmã saber o quanto a amo, para a minha outra irmã saber que vai dar tudo certo e que ela não precisa ficar nervosa, para o meu pai ter certeza que estou aqui e que o amor é imenso; para a minha filha andar cercada por um batalhão de anjos, já que eu não posso viver grudada nela e nem tirar do caminho qualquer sofrimento que apareça.

Rezo por proteção, saúde, alegria, luz... para mim e para todos que amo.

Mas hoje, em especial, eu rezo pedindo com muita força pela minha prima. Que ela encontre alguma força - senão nela mesma, em nós - para dar a volta por cima. Que ela sinta todo o nosso amor e nossa torcida e volte logo. Que ela entenda que eu preciso da minha prima mais velha. 

Sai dessa, Dé!!!! 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

De mãe surtada para pai surtado, aqui vai uma resposta: não há resposta.

Esse post é uma resposta ao post do meu velho amigo, grande pai e super marido, Igor de Sousa.

Clique aqui para ler o post (vale MUITO a pena)

Você está corretíssimo quando cita esse 1% de probabilidades infinitas e tão assustadoras. Mas eu volto a comentar sobre isso daqui a pouco. 
Com a permissão de ser bastante óbvia, vou começar pelo começo. Sim, essa geração de crianças e adolescentes em sua maioria adultizados assusta - e muito. Não assusta só pela sexualidade, nem só pela violência, nem só por um motivo; assusta por um bolo de coisas interligadas, que resultam em um emaranhado de medo e dúvidas; assusta porque talvez nós tenhamos sido crianças / adolescentes com menos noção ainda de perigo e hoje em dia sejamos conscientes disso; assusta porque talvez de fato o mundo seja agora um lugar muito mais cruel que na nossa época (não, nunca senti essa "dor" de idade por falar "na nossa época").
Por força do destino, meu grande amigo escreveu esse post na mesma semana em que eu dormi chorando pela tristeza de não poder proteger meu maior tesouro (minha filha de 6 anos) de um mundo infestado de ódio, de ganância e tantos outros tipos de câncer emocional. Depois de muito pensar sobre isso, eu confesso que não cheguei a conclusão nenhuma... apenas constatei algumas observações: 
- desde que fiquei grávida, tudo que eu mais desejava para o meu bebê era felicidade. Pois é, antes ainda de "que venha cheio de saúde (saúde é um conceito relativo para mim)", eu só repetia para mim "quero que seja uma criança feliz, com sorriso nos lábios e brilho nos olhos".
- voltando ao 1% de antes, eu vejo muita gente, muita mesmo, sendo infeliz, tornando os outros infelizes, propagando esse câncer emocional no mundo, enquanto outros olham e dizem "nossa, mas essa pessoa tinha tudo para dar certo, tanto potencial, família fez de tudo...". 
Aí entra o grande incômodo: esse "FEZ de tudo". Eu penso em todos os valores que "herdei" dos meus pais e avós e, em nenhum deles, eu vejo reflexos de coisas que tenham sido FEITAS. Eu admiro as pessoas que admiro e critico as pessoas que critico pelo que elas SÃO. SER alguém para os nossos filhos é muito mais importante que FAZER algo por eles e, claro, infinitamente mais importante que DAR algo para eles. Eu vejo uma quantidade absurda de pais que "fazem" pelos filhos - levam a tal lugar, preparam tal festa, compram, alugam, deixam, enfim... fazem. E eu não estou me referindo à falida família tradicional brasileira, de classe média/alta, cujos pais compram a aprovação dos filhos para compensar pelo tempo e pelo amor que não dão. Esse tipo já é muito ultrapassado. Eu falo desses que levam ao parque porque os outros pais também levam; que participam de determinada atividade com os filhos porque a psicopedagoga da escola recomendou; que levam ao restaurante natural TODA SEMANA "porque McDonald's é capitalista e meu filho precisa se alimentar direito no lugar em que minha amiga sempre leva o filho dela". Esses pais se dizem muito participativos, mas a verdade é que pouco se preocupam em ser alguém de valor para os filhos. Ser alguém diferente. Ter uma personalidade mesmo.
Eu acho que quando um pai É uma pessoa, um pai, um amigo, um companheiro, um chefe, um o que quer que seja, aí sim ele se torna único. Importante. Traz significado para a vida daquela criança. Mostra que existe um ser humano ali. E que aquele filho pode confiar. E que vão dar as mãos e tentar juntos, errar juntos, acertar juntos, descobrir juntos. E assim TALVEZ possamos nos assegurar de participar o máximo possível da vida desses pequenos.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

A ausência mais presente

Até hoje ainda não consigo dizer se a dor de te perder foi maior que a alegria de ter tido você por perto. Ainda não consigo dizer se sinto minha consciência limpa por te deixar ir... você lutou tanto por nós, aguentou tanto sofrimento, ficou por perto muito além do possível.

Sua alegria, sua energia, sua empolgação eram contagiantes. Talvez por isso sua dor também tenha sido. Eu queria tanto que você tivesse ficado comigo, mas também queria tanto que você não sofresse mais...

A falta que você faz é tanta, que eu chego a sentir sua presença. Até demais. E a mesma presença que muitas vezes me encoraja e que me motiva a seguir em frente, às vezes também me paralisa e me impede até de pensar direito. E essa presença é tão forte, que dói e alivia ao mesmo tempo. Eu brigo comigo para te esquecer, para me libertar, para não sentir mais nada... Mas a verdade é que eu ainda te amo e que tenho um medo absurdo de apagar a única coisa que ainda tenho de você: a memória.
Eu sei que nada disso faz sentido, mas aí eu lembro que saudade nunca fez sentido para mim, mesmo.

Vou seguindo a vida, feliz por você fazer parte dela e esperando que um dia nos encontremos de novo.

domingo, 25 de janeiro de 2015

2 em 1

Não é porque uma sabe os piores - e os melhores - segredos da outra. 
Não é porque trabalhamos tão bem juntas, que parece que somos uma equipe há muitos anos.
Não é porque uma sempre vira uma rocha quando a outra precisa desabar.
Não é porque a gente tem os mesmos machucados nas mesmas partes do corpo. Nem porque você rouba as minhas doenças para que eu fique bem.
Não é porque a gente se veste igual várias vezes sem ter combinado antes. E sem se incomodar com isso.
Não é porque essa amizade é um relacionamento mais sério que todos os relacionamentos sérios que eu já tive.
Não é porque você anda na chuva comigo com sacola plástica na cabeça.
Não é porque, mesmo depois de 14 horas por dia juntas todos os dias, a gente ainda quer se ver no final de semana. E a saudade é tanta, que mal podemos esperar pela chegada da segunda-feira. Nós gostamos de segundas. (favor passar essa parte para o pretérito, porque eu não consigo)
Não é porque você me ensinou e ensina tanta coisa - de vida, de trabalho, de ciência, de finanças, de imposto de renda.
Não é porque você segurou minha mão e me ajudou a andar desde o instante em que nos conhecemos.
Não é porque você abriu meus olhos e me fez enxergar que eu posso tudo que eu quiser - e que você vai estar lá me ajudando e me aplaudindo enquanto isso.
Não é só porque você é importante o suficiente para que eu tenha as crises de ciúme mais absurdas da minha vida.
Não é só porque pensamos igual e diferente ao mesmo tempo.
É por tudo isso junto. E mais, muito mais. É por algo que desde o início eu nunca soube explicar. Nós duas juntas somos uma missão que eu ainda não descobri qual é.
A minha felicidade por você é infinita, como já te falei... conquista sua é conquista minha. Mas perder o conforto de te ver todo dia, mesmo que a gente se desencontre o dia inteiro, é uma sensação indescritível. A falta que você vai me fazer só não é maior pelo seguinte:
A saudade é imensa quando você perde alguém que faz parte da sua vida. Mas ela fica bem menor quando esse alguém faz parte de você.
Eu amo você e não te desejo toda a sorte do mundo porque você não precisa; você precisa ser você e só - você já é incrível, já brilha pelo simples fato de existir. E eu estarei com você a cada segundo, torcendo, comemorando, brigando e apoiando.
Parabéns, princesa!
Vai voar e volta logo!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

2 anos

Tanto tempo, mas parece que foi ontem. Eu ainda sinto a mesma dor aguda que senti quando atendi aquela ligação. No momento em que peguei o telefone, já me arrependi. 
Não queria acreditar que aquila notícia era real. Não queria acordar todo mundo dando a notícia, porque doía mais a cada vez que eu falava. Ainda dói na mesma intensidade toda vez que eu lembro. 

Mas você ainda é tão presente. Como se nunca tivesse ido embora, mesmo.
Eu falo das suas manias, das suas piadas, da sua personalidade, como se fizesse uma semana que não te vejo. Acho que penso tanto em você, que sua presença ainda é muito forte para mim. Talvez seja negação, talvez eu não tenha superado nada, não sei. Também não sei se algum dia vou superar.

Pensar em você, te imaginar feliz com as minhas conquistas, até sonhar com você são coisas que me fazem tão bem... mas lembrar que você não vai estar lá, que não tem mais como te abraçar, como olhar nos seus olhos, essas coisas me destroem um pouco.

Você continua sendo um exemplo e eu ainda tento adivinhar que conselho você me daria antes das minhas decisões, ainda comemoro o que dá certo pensando em você, ainda me pergunto o que você faria no meu lugar para sair de uma situação difícil.

Você é parte de mim e, mesmo assim, eu sinto sua falta. Para sempre.